
Engraçado como terminar um relacionamento é aquela mesma receita de bolo, o descontente expõe seus motivos, o envolvido rebate com respostas otimistas, o outro convence de que as coisas não são como aparentam ser, blá, blá, blá. Sangue, suor e lágrimas. Há sempre a dor da separação, a saudade dos bons momentos, e a necessidade de se reconstruir, enfim, seguir em frente, juntando os cacos que sobraram. Não é fácil. Por isso a gente tem que passar por isso. Faz parte do tal crescimento pessoal. Bem que seria bom ter um botão para apertar e amar por conveniência. Parece clichê, mas algumas pessoas aparecem em momentos inoportunos. Não dá para cutucar a cabeça e dizer, "Ele pode não reaparecer nunca mais. Nunca mais. Tente. Por você e por ele". É importante se permitir. Dar a cara a tapa. Tentar. Acredito que não custa. Não significa que você está enrolando a pessoa por conveniência. Apenas está tentando. Melhor do que ver a vida passar lá na rua dentro de uma vitrine. Não seja expectador. Passe para o outro lado. Seja protagonista, da sua tragédia, do seu maior romance, da maior aventura de sua vida. Que seja. Mas viva. Intensamente, cada dor, cada amor, cada deleite, cada aprendizado. Por que se a gente tivesse um simples botão que comandasse tudo isso, qual seria a graça de não viver um momento novelão mexicano? Y a mucha honra María la del barrio soy.